PALAVRAS DO SANTO PAPA SÃO JOÃO PAULO II (Lc 7,36-50)
Recebido
Jesus costumava aceitar os convites para comer à mesa não apenas por parte dos 'publicanos', mas também dos 'fariseus', que eram os seus mais ardorosos adversários. Lemos isso, por exemplo, em Lucas: 'Um dos fariseus convidou-o a comer com ele. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa' (Lc 7, 36). (...) Durante essa refeição ocorre um fato que lança ainda uma nova luz sobre o comportamento de Jesus em relação à pobre humanidade, composta de tantos “pecadores” que os supostos “justos” desprezam e condenam. Eis que uma mulher conhecida na cidade como pecadora estava entre os presentes e, chorando, beijava os pés de Jesus e os ungia com óleo perfumado. Nasce então um diálogo entre Jesus e o dono da casa, no decorrer do qual Jesus estabelece uma ligação essencial entre a remissão dos pecados e o amor inspirado pela fé: “Seus numerosos pecados lhe estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor . . .”. Depois disse a ela: “Teus pecados te são perdoados . . . Tua fé te salvou; vai em paz!”. (...) Jesus atuava no espírito de um grande amor pelo homem, com base na profunda solidariedade que nutria em si por quem havia sido criado por Deus à sua imagem e semelhança. Em que consiste essa solidariedade? Ela é a manifestação do amor que tem a sua fonte no próprio Deus. O Filho de Deus veio ao mundo para revelar esse amor. (Papa João Paulo II, Audiência Geral de 10 de fevereiro de 1988)